sexta-feira, 13 de abril de 2012

O Genuíno Vencedor

Por Rick Warren

Em todas as áreas da vida, seja no mundo dos esportes, no ambiente de trabalho ou em atividades recreativas, desfrutamos a experiência de um vencedor. Ganhar um contrato importante ou uma promoção merecida, receber um aumento de salário – tudo isso nos proporciona contentamento e realização como profissionais e empresários. Na condição de espectadores, também nos sentimos vencedores quando a equipe do nosso esporte favorito triunfa. Mesmo quando disputamos jogos em família, muitos se esforçam por serem ganhadores.

Mas o que realmente significa ser um vencedor ? Será que existe, para vencer, algo além de prevalecer sobre um competidor ou marcar mais pontos que o oponente? Eis alguns pensamentos sobre um verdadeiro vencedor: 

O vencedor respeita aqueles que são superiores a ele e tenta aprender com eles; o perdedor ressente-se dos que lhe são superiores e racionaliza suas conquistas.

O vencedor explica; o perdedor se justifica, apresenta desculpas.

O vencedor diz: “Nós devemos achar um jeito”; o perdedor diz: “Não tem jeito”.

O vencedor analisa o problema, buscando solução; o perdedor tenta rodear o problema, buscando evitá-lo por completo.

O vencedor diz: “Deveria ter um modo melhor de fazer isto”; o perdedor diz: “Este é o modo como sempre foi feito”. 

O vencedor demonstra seu arrependimento e busca reparar o que foi feito; o perdedor diz: “Sinto muito”, mas repete a mesma ofensa na próxima oportunidade.

O vencedor sabe pelo que deve lutar e com o que pode transigir; o perdedor transige com o que não deveria e luta por coisas que não valem a pena.

O vencedor trabalha mais duro do que o perdedor e tem mais tempo; o perdedor está sempre “ocupado demais” para fazer o que é necessário.

O vencedor não tem medo de perder; o perdedor secretamente tem medo de vencer.

O vencedor assume e honra seus compromissos; o perdedor faz promessas para depois ignorá-las. 

A Bíblia também apresenta pensamentos desafiadores sobre vencer e perder. Por exemplo, o apóstolo Paulo escreveu acerca da importância de se estar preparado para alcançar a vitória: “Vocês não sabem que de todos os que correm no estádio, apenas um ganha o prêmio? Corram de tal modo que alcancem o prêmio” (I Coríntios 9.24). Em outra passagem, Jesus alertou sobre o risco de perder – mesmo quando se ganha: “Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Marcos 8.36). 

Próxima semana tem mais!


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Lidando Com a Tirania do Temor

Por Jim Lange

Numa reunião de grupos de liderança dos quais sou facilitador, certo mês nosso tema foi o temor e seu impacto sobre nós como líderes. Em nosso mundo atual existem incontáveis fatores que podem criar temor, desde contínuas incertezas econômicas, passando por imprevisíveis mudanças tecnológicas e até desastres naturais. 

Discutimos o fato de que existe o bom temor, como o temor a Deus, o temor que nos impede de saltar de um rochedo e o temor que nos faz buscar abrigo durante uma tempestade com raios. E existe o mau temor, que pode ter efeitos muito adversos em nós e na forma como vivemos na esfera pessoal quanto profissional. 

O mau temor pode alterar ou postergar decisões e impedir nossas ações. Pode estorvar nossa habilidade de liderar com coragem e determinação e causar estresse desnecessário. Pode nos paralisar mental e emocionalmente. Creio ser por essa razão que a Bíblia nos diz repetidas vezes, “Não temas”. Alguns exemplos do impacto negativo do temor sobre nós: 

O temor substitui a fé.

O temor pode destruir sonhos.

O temos pode roubar nossa alegria e bênçãos.

O temor pode frustrar vitórias.

O temor pode roubar recordações.

O temor pode nos levar a hesitar por causa da incredulidade.

Como parte de nossa discussão, membros de nosso grupo citaram versículos que descobriram ser úteis e lhes proporcionaram conforto quando se sentiram temerosos. Romanos 12.2 nos diz: “...Transformem-se pela renovação de sua mente”. Disse a eles que quando estamos vivendo em temor, uma forma de renovar nossa mente é meditar nas Escrituras. Eis aqui alguns dos versículos que foram mencionados: 

Experimentando o descanso de Deus: “A minha alma descansa somente em Deus; Dele vem a minha salvação. Somente Ele é a rocha que me salva; Ele é a minha torre segura! Jamais serei abalado! (Salmos 62.1-2).

Confiando no plano de Deus: “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que O amam, dos que foram chamados de acordo com o Seu propósito” (Romanos 8.28).

Confiando na direção de Deus: “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apóie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos e Ele endireitará as suas veredas” (Provérbios 3.5-6). 

Assegurando-se da provisão de Deus: "Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça, e todas as coisas lhes serão acrescentadas” (Mateus 6.33).

Confiando na força de Deus: “Por isso não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; Eu o segurarei com a Minha mão direita vitoriosa... Pois Eu sou o Senhor, o seu Deus, que o segura pela mão direita e lhe diz: Não tema; Eu o ajudarei” (Isaías 41.10,13).

Libertando-se da ansiedade: “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus” (Filipenses 4.6-7).

Enfrentando com coragem a adversidade: “...Não se apavore, nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar” (Josué 1.9). 

Próxima semana tem mais!


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Um dólar de lucro

Por Robert J. Tamasy

A empresa de meu amigo Larry pertence a um ramo de negócio que foi devastado pelo turbilhão econômico dos últimos anos. No início de dezembro de 2009 projetava uma prejuízo de US$ 40,000 no ano. 

Frustrado e exausto, Larry reuniu sua equipe administrativa, sugerindo que dedicassem algum tempo à oração. Como todos na equipe partilhavam da mesma fé, eles concordaram. Já haviam feito tudo o que sabiam, mas os resultados ficaram muito abaixo de suas otimistas expectativas. Agora era o momento de se voltarem para Deus pedindo sabedoria e provisão. 

Larry não orou a Deus de forma elaborada, com ares de santidade. Com simplicidade e sinceridade ele pediu: “Senhor, um dólar, o Senhor pode nos dar pelo menos US$ 1.00 de lucro este ano? Nós precisamos da Sua ajuda”. Um mês mais tarde, Larry e sua equipe ficaram maravilhados ao reconhecer a provisão de Deus. Ao realizar o balanço do mês, o resultado apresentava US$ 21,000 de lucro, muito além do US$ 1.00 que Larry humildemente suplicara. E isso aconteceu de maneira que somente Deus poderia fazer.

Qual foi a última vez que você orou especificamente pelas necessidades de sua empresa ou do seu trabalho? Com frequência utilizamos a oração como o último recurso, como alternativa quando “tudo o mais falhou”. E Deus responde nessas ocasiões, como já experimentei pessoalmente e tenho observado acontecer na vida de empresários e profissionais que conheço. Mas não temos que esperar até que a situação fique medonha para orar. 

No Salmo 145.6-7, Davi, rei de Israel, proclamou a respeito de Deus: “Falarão dos Teus atos poderosos, e eu anunciarei a Tua grandeza. Falarão da Tua imensa bondade e cantarão com alegria a respeito da Tua fidelidade”.

Em outra parte do Antigo Testamento, Deus faz a promessa na qual Ele quer que Seus seguidores confiem, tanto pessoal quanto profissionalmente: “Se você Me chamar, Eu responderei e lhe contarei coisas misteriosas e maravilhosas que você não conhece” (Jeremias 33.3). E no Novo Testamento, como que para assegurar que Ele não mudou ao longo dos séculos, nos é dito que Ele “...Pode fazer muito mais do que nós pedimos ou até pensamos!” (Efésios 3.20).

Quando Larry e sua equipe se renderam naquele dia, o fizeram com fé simples e confiante, não tendo a menor ideia de que forma Deus responderia às suas orações. Larry tem proclamado a bondade de Deus desde então.

Quando líderes empresariais esboçam planos e estratégias, pensam em termos de recursos – pessoal, equipamento, treinamento, capital, base de clientes, linhas de crédito – mas raramente consideram o maior de todos os recursos: a bondade, fidelidade, amor, graça e misericórdia de Deus. Deus anseia Se tornar parte integrante do que fazemos diariamente no mercado de trabalho. 

Como Larry e sua equipe descobriram, Deus realmente está presente. Ele ouve nossas orações e quer demonstrar exatamente o que pode fazer, especialmente quando já se esgotaram todos os demais recursos. Com que necessidades, problemas ou questões você está lidando hoje e que precisam ser apresentados a Deus em oração?

Próxima semana tem mais!


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Topo da Montanha

Por Robert J. Tamasy

Você já teve a experiência de se sentir no topo de uma montanha? Não me refiro a literalmente escalar uma montanha, embora isso possa ter o mesmo efeito, segundo ouço falar. Mas de um momento muito especial, quem sabe num cenário particularmente impressionante. Ou, talvez, um evento como uma conferência ou retiro, onde você ouviu preletores e líderes poderosos, altamente motivadores, que o inspiraram a fazer as coisas de forma diferente, melhor e com grande zelo.

Ao longo dos anos tenho vivenciado experiências desse tipo. Visitar a maravilha natural que é o Grand Canyon, com sua inimaginável grandeza, foi uma dessas ocasiões. Porém, geralmente meus momentos “topo de montanha” aconteceram durante conferências e reuniões profissionais ou espirituais. Nelas conheci pessoas maravilhosas e ouvi mensagens excelentes, que me desafiaram a ser melhor homem, marido, pai, profissional, escritor, editor, mentor e amigo.  

Algumas vezes minhas experiências incluíram o que eu chamo de “pico espiritual” - sentimentos de euforia, excitação e entusiasmo que me convenceram de que eu jamais seria o mesmo: “Vai ser diferente quando eu voltar para casa ou para o trabalho”, eu pensava. 

Existe apenas um problema: não podemos permanecer no topo da montanha! Precisamos retornar ao vale, de volta para onde prazos, exigências do trabalho, estresse financeiro, colegas, chefes e clientes não razoáveis nos esperam. Ás vezes, nessa volta ao “vale”, as pressões do cotidiano nos atingem com tanta força que rapidamente ficamos a pensar: “Sentia-me tão entusiasmado apenas há alguns dias. O que significou tudo aquilo?”

O que fazer quando deixamos para trás o topo da montanha e retornamos ao nosso enfadonho dia a dia? Como obter êxito em seguir em frente com a determinação de fazer as mudanças necessárias, quando a animação do momento no topo da montanha se desvanece? Sugiro que tenhamos em mente que não estamos sozinhos: 

Deus sempre está presente. Se você se convenceu de que mudanças eram necessárias, são boas as chances de que Deus estivesse falando com você por meio dos oradores e das mensagens. Lembre-se que você pode ter tido um encontro com Ele no topo da montanha e Ele também vai encontrar você no vale. Salmos 139.7-10 nos assegura: “Para onde poderia eu escapar do Teu Espírito? Para onde poderia fugir da Tua presença? Se eu subir aos céus, lá estás; se eu fizer a minha cama na sepultura, também lá estás. Se eu subir com as asas da alvorada e morar nas extremidades do mar, mesmo ali a Tua mão direita me guiará e me susterá”. 

Seu cônjuge quer ajudar. Mesmo que seu cônjuge não compartilhe de seus talentos ou destreza, Deus tem uma maneira de usar o cônjuge como tábua de salvação, fonte de valiosas percepções e capaz de oferecer encorajamento e apoio. “Casas e riquezas herdam-se dos pais, mas a esposa (marido) prudente vem do Senhor” (Provérbios 19.14). 

Amigos confiáveis podem oferecer apoio. Uma de minhas paixões é mentorear – encontrar-me com outros homens e ajudá-los a abordar questões pessoais e profissionais, usando princípios bíblicos como guia. Podemos ter as melhores intenções, mas às vezes influências externas – ou nossa fraqueza interna – podem nos tirar do rumo. Um mentor, conselheiro ou amigo de confiança pode nos ajudar a levar adiante nossos compromissos ou oferecer conselhos sobre mudanças necessárias. Eles podem oferecer suporte e ser alguém a quem prestamos contas. “Assim como o ferro afia o ferro, o homem afia o seu companheiro” (Provérbios 27.17). 

Próxima semana tem mais!