terça-feira, 6 de março de 2012

SENADOR CRIVELLA É O NOVO MINISTRO DA PESCA

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No dia 2/3/ 2012 tomou posse no Planalto o novo Ministro da Pesca e Aqüicultura, o Senador Marcelo Crivella.

No discurso agradeceu a presença de todos e ao PRB, seu partido político. Agradeceu a honra de ser eleito e reeleito pelo povo do estado do Rio de Janeiro e reafirmou o seu propósito de servir sempre ao seu Estado, ao seu País. Elogiou o desempenho da Presidenta Dilma no seu mandato, especialmente pela defesa dos interesses dos mais humildes.

Emocionado, fez uma homenagem a José Alencar, eterno presidente de honra do PRB. Disse que se ele estivesse presente ficaria satisfeito de ver o seu PRB assumir uma pasta ligada a um setor produtivo, lembrando que José Alencar dizia que a riqueza vem do trabalho e não da especulação financeira.

Crivella também brincou com a presidenta e arrancou risos da platéia: “Dilma, espero que não fique triste de ter um ministro que não é especialista e não sabe colocar minhoca no anzol. Colocar minhoca no anzol é fácil, pensar  nos outros sim é um pouco mais difícil”.

Citou um pensamento do Bispo Macedo; “Pensar  nos outros é pensar como Deus”.

E encerrou dizendo que muitas vezes Deus não escolhe os mais qualificados, mas sempre Deus qualifica os escolhidos. E que os peixes se multipliquem e cheguem às mesas de todos os brasileiros.

Entre os presentes lembrou sua família; sua querida esposa e companheira Sylvia Jane Hodge Crivella, sua mãe Eris Crivella e os filhos Débora, Rachel e Marcelo, e o seu netos Daniel e David, além do genro Daniel e da nora Maressa.

Lá  estavam também o Governador de Brasília, os Senadores, os Governadores, o Deputado Celso Russomano,  o agora senador Eduardo Lopes, o economista Rubens Teixeira, a deputada Rosangela Gomes,  Margarett Cabral, Mauro Macedo, Isaias Zavarine, além de quase todo o Ministério da Presidenta Dilma e colegas do Senado.

Lembranças Duradouras

Por Rick Boxx

No ano passado coordenei uma conferência dirigida a empresários e profissionais, na qual um dos oradores era Peter Herschend, co-fundador do Silver Dollar City, parque temático recreativo localizado em Branson, Missouri, EUA. Enquanto ajeitávamos o microfone que Peter usaria para sua apresentação, um homem da platéia subiu ao tablado e entregou a ele um presente. 

É absolutamente incomum que um ouvinte se levante e ofereça um presente ao orador, especialmente antes da apresentação. Assim, surpreso e com uma ponta de hesitação, Peter abriu a caixa, onde havia um álbum contendo fotos coloridas de personagens e empregados do Silver Dollar City. 

O doador explicou que o álbum representava as memórias que sua família acumulara durante os vários anos em que frequentou o centro de diversão de Peter. As fotos simbolizavam a apreciação da família por muitos momentos felizes que tinham desfrutado – eram lembranças preciosas.

Esse gesto se enquadra perfeitamente com o que Peter declara ser a missão de sua empresa: “Criar lembranças que valham a pena repetir”. O engraçado é que o gesto gentil daquele convidado produziu uma lembrança duradoura para nosso orador. 

Não deveria ser este o objetivo principal de nossas empresas, seja qual for o produto ou serviço que forneçamos: criar lembranças que valham a pena repetir? O trabalho que realizamos pode não resultar em fotos divertidas, mas precisa ter uma qualidade tal que venha a formar imagens positivas que perdurem com o passar do tempo. 

Por exemplo: o cliente de um café pode guardar lembranças de aromas e sabores agradáveis da bebida servida, além de um serviço amistoso e conversas interessantes; clientes de uma loja de varejo podem lembrar-se da cortesia e atenção dispensada pelos vendedores, ansiosos por guiá-los aos produtos que procuram; um cliente pode guardar por longo tempo, a grata lembrança dos esforços de um planejador financeiro, ao tratar de assuntos práticos que não necessariamente geraram ganhos adicionais por sua consultoria.

Claro que experiências com entretenimento – visitar um parque temático ou assistir a um evento esportivo - produzem mais facilmente lembranças duradouras, mas um comércio onde os atendentes sempre cumprimentam os clientes sorrindo e com frases agradáveis também pode ser significativo. Seja qual for o produto ou serviço, seria sábio criarmos um ambiente que, depois que clientes e fornecedores tenham trabalhado conosco possam concluir: “Estou contente por ter negociado com eles”.

Na Bíblia, Provérbios 10.7 ensina: “A memória deixada pelos justos será uma benção, mas o nome dos ímpios apodrecerá”.  Boas experiências deixam lembranças duradouras; más experiências ou são propositalmente esquecidas ou deixam sentimentos negativos e amargos que fazem com que os clientes não voltem a negociar conosco. 

As lembranças que você vai criar hoje serão uma benção ou vão desaparecer?    

Próxima semana tem mais!


segunda-feira, 5 de março de 2012

Ideias Brilhantes

Por Rick Boxx

Anos atrás, caixas de sugestões eram ferramentas comuns em muitas empresas para receber sugestões, queixas e ideias,  tanto por parte de clientes quanto de empregados.   A tecnologia em comunicações atual, porém, tornou obsoletas as tradicionais caixas de sugestões, que vêm sendo substituídas por sistemas online de gestão de ideias, de acordo com a destacada publicação de negócios, The Wall Street Journal.

Estes novos sistemas não apenas recebem ideias, como também oferecem aos empregados a oportunidade de comentar e votar em outras sugestões e sentir o quanto seus empregadores se preocupam com eles e estão dispostos a ouvir o que têm a dizer.  Muitas vezes eles apresentam uma perspectiva nova, ideias brilhantes que poderiam não ter sido consideradas pelos níveis superiores de administração. 

Por exemplo, a PricewaterhouseCoopers, empresa global de serviços profissionais sediada em Londres, Inglaterra, lançou um website de gerenciamento de ideias que gerou 3.300 novas ideias.  Embora menos de 200 dessas ideias tenham sido implementadas até o momento, as que foram colocadas em prática economizaram centenas de milhares de dólares para a companhia. 

O fato é que os empregados geralmente conhecem melhor os produtos e processos da companhia do que consultores externos, embora a maioria das organizações jamais tenha cogitado solicitar ideias de seu quadro de funcionários.  Anos atrás, os “círculos de qualidade” e outras estratégias capacitavam as empresas a relacionar ideias e percepções dos que trabalhavam em suas “trincheiras”, que lidavam diretamente com maquinaria, sistemas e práticas estabelecidas que estavam sob avaliação.  Quem melhor para oferecer ideias úteis do que as pessoas que realmente realizam o trabalho do dia a dia?  

No Antigo Testamento da Bíblia, encontramos inúmeras afirmações sobre o valor e a importância de se buscar conselhos sábios.  Provérbios 12:15 ensina:  “O caminho do insensato parece-lhe justo, mas o sábio ouve os conselhos”.  Se estivermos dispostos a receber e considerar cuidadosamente as opiniões oferecidas, mesmo daqueles nos níveis mais inferiores do quadro funcional, demonstraremos sabedoria. 

Outro versículo firma a questão de forma ainda mais vigorosa:  “Sem diretrizes a nação cai;  o que a salva é ter muitos conselheiros”  (Provérbios 11:14).  Este princípio é tão relevante para uma companhia quanto para uma nação.  E para assegurar que não esqueçamos esta recomendação, Provérbios 15:22 afirma o mesmo de maneira ligeiramente diferente:  “Os planos fracassam por falta de conselho, mas são bem-sucedidos quando há muitos conselheiros”. 

Em muitas organizações as sugestões de um consultor externo são mais valorizadas do que as ideias das pessoas em suas folhas de pagamento.   Não quero minimizar as potenciais contribuições de um consultor, porque como “estranho” ele tem a habilidade de considerar as situações com imparcialidade e uma perspectiva objetiva. 

Ao mesmo tempo, recomendo enfaticamente que você evite deixar de considerar a sabedoria coletiva do seu quadro funcional.  Se você tornar fácil e abrir a oportunidade para cada um apresentar suas “ideias brilhantes”,  descobrirá que elas poderão economizar muito dinheiro e possivelmente dar início a importantes mudanças para melhorias na produtividade e lucratividade.

Próxima semana tem mais!


sábado, 3 de março de 2012

Como vai essa gente "só"?

Celso Carvalho

Após completar o sétimo dia da criação do mundo, Deus viu que o homem não ficaria bem sozinho. Das costelas de Adão gerou uma companheira e determinou que deixassem pai e mãe para serem uma só carne. A passagem bíblica descrita no livro de Gênesis é bem conhecida; entretanto, contrapõe a realidade atual. Os brasileiros, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estão se casando cada vez menos, mais tarde e se divorciando mais. O número chega a 35 milhões. Deste grupo, 20 milhões são mulheres, e 15 milhões, homens.

Nas comunidades evangélicas, os solteiros, viúvos e divorciados sofrem duas vezes, tanto pelo preconceito quanto pela falta de um trabalho direcionado a eles. Uma pesquisa inédita realizada pelo Sepal (Serviço de Evangelização para a América Latina) em parceria com o Ministério Apoio, trabalho voltado para solteiros adultos, viúvos e divorciados, entre setembro de 2005 a fevereiro de 2006, com mais de 500 pessoas do Brasil, apontou que 80% das igrejas evangélicas brasileiras não possuem um ministério com os chamados sós. As justificativas não convencem: número insuficiente de pessoas, ausência de maturidade espiritual e emocional na liderança, pastores desinteressados etc. Nesta edição, Enfoque mostra dados dessa nova pesquisa e ouve pessoas que, mesmo sozinhas, venceram as dificuldades e encontraram a felicidade.

OS SOLTEIROS E A IGREJA

Alguém pode até dizer que nos dias de hoje tem sido mais fácil encontrar o par ideal. Isso porque a tecnologia reduziu distâncias e há uma disponibilidade maior de pessoas no ambiente da internet, com sites e salas de bate-papo variados, inclusive de evangélicos. Se, por um aspecto, encontrar um companheiro deveria estar sendo mais prático, por outro não é bem assim que acontece. A mesma tecnologia que reduziu distâncias acabou tornando os relacionamentos superficiais.

A crescente fragilização das emoções, o medo da rejeição e o excesso de compromissos da vida profissional acabam fazendo com que a procura por alguém e a oportunidade de amar fiquem em terceiro plano. Esta procrastinação referente a sentimentos e relacionamentos foi registrada pelo IBGE. Os brasileiros, segundo o instituto, estão se casando por volta dos 30 anos. Bem mais tarde do que no passado, quando as mulheres se casavam com 20 anos, ou até menos.

A palavra “encalhado”, tão duramente usada por muitos para identificar aquele que está sozinho, sem formar uma configuração mais tradicional de família, ainda é usada, principalmente nas igrejas. Nesse ambiente religioso, onde questões morais são mais monitoradas, os chamados “sós” enfrentam, mas superam, os desafios. Mas será que existe uma faixa de idade para que alguém seja considerado “encalhado”?

Rosimar Machado, psicóloga, psicopedagoga, terapeuta de família e mestre em sexologia, acredita que o rótulo de “encalhado” tem mudado nos dias atuais. “Antigamente, aos 25 anos, uma moça solteira já era considerada “encalhada”, e o mesmo se dava com um rapaz por volta dos 28 anos. Hoje, essa idade tem sido ampliada, mesmo em nosso meio eclesiástico”. Nos dias atuais, já se aceita que tanto uma mulher quanto um homem chegue aos 30 anos ou mais, ainda solteiro, sem receber esse rótulo preconceituoso. “A questão da busca pela independência financeira através das conquistas profissionais tem modificado bastante essa realidade”, diz Rosimar, que também percebe a ação de um outro fator: o aumento da perspectiva de vida, que faz com que a juventude se prolongue mais. O interessante é que esse rótulo, em geral, é direcionado aos solteiros, ou seja, aqueles que nunca se casaram. O mesmo não ocorre com os divorciados ou viúvos, que geralmente são vistos como “fracassados” ou “sem sorte”. Juízos igualmente preconceituosos e equivocados.

Como prova de que os preconceitos existem, a webmaster Alessandra Oliveira, 34 anos, passou por maus momentos. Ainda solteira, ouvia de familiares e colegas que, se não “corresse atrás”, ia ficar para “titia”, ou seja, “encalhada”. Tão logo começou a procurar na rede pessoas que passavam pela mesma situação, Alessandra organizou um grupo de solteiros evangélicos em 2001 e promoveu cinco encontros entre Rio e São Paulo. Com o advento do orkut, o grupo cresceu e hoje conta com nove mil jovens que procuram um grande amor. “O medo mais comum é o de ficar sozinho, sem contar a pressão por parte da família”, argumenta a webmaster. Ela percebe que a principal reclamação das moças é a falta de homens. Deles, ouve o argumento de que as mulheres não querem compromisso sério.

O cupido eletrônico deu certo para muitos. Cinco casais se formaram através do grupo. Alessandra, porém, casou-se no início de outubro deste ano com uma pessoa que conhecera em seu próprio ambiente de trabalho. A criadora do grupo lembra que sofreu constrangimentos, mas dá seu recado para quem espera um relacionamento de verdade: “Se você está sozinho é porque não chegou o tempo de ter alguém. Não se deixe levar pelo desespero”.

Quem também passou por más experiências foi Gilzana da Silva Santos, 46 anos. Hoje casada, ela conta que passou cerca de duas décadas procurando um par. “Eu tinha um padrão de exigência muito alto para um relacionamento. Quando via que era superficial, caía fora”, justifica a razão de tanta demora. Ela enfatiza que uma das vantagens de ser solteiro é ter mais tempo para investir nos estudos. Nesse período, cursou três faculdades e chegou a morar em Roraima. “Quase entrava em depressão, pois em festas de final de ano via minhas irmãs casadas e eu sozinha”, relembra Zaninha, como é carinhosamente chamada. Gilzana mora na cidade serrana de Nova Friburgo (RJ) e é casada há seis anos com Jean – certamente uma história de final feliz.

Gary Haynes é pastor, tem 44 anos e ainda é solteiro. Ele acabou escrevendo A Bênção de Ser Solteiro (Editora Atos), no qual afirma que quando se vive este estado civil se tem mais tempo para investir no Reino. “Não defendo a renúncia do casamento. Quando se está solteiro, é possível viajar e se dedicar à obra de Deus com viagens missionárias e noites em vigílias”, argumenta Haynes, que viajou para 50 países e participou de quatro guerras civis como missionário. “Se estivesse casado, não poderia fazer essas coisas”, complementa.

Para o pastor Fausto Brasil, líder do Ministério Apoio, a sociedade e a igreja não estão errados em reforçar a necessidade do casamento, no entanto pecam na forma de tratar o assunto. Ele exorta: “Acredito que a maioria das pessoas casadas não imagina o quanto suas atitudes e palavras machucam. Ao invés disso, devemos acompanhar os sós em oração e até mesmo apresentar pessoas que poderiam interessar-lhes, mas sem forçá-los a nada”.


Para a psicóloga Rosimar Machado, estar sozinho nem sempre é uma escolha pessoal, pode ser consequência de desencontros. “A mulher ou o homem cristãos precisam ser ajudados, e não rotulados, precisam ser recebidos, não excluídos, amados, e não discriminados”

SOZINHO, MAS NÃO SOLITÁRIO

Rosimar Machado considera que é possível estar bem sozinho desde que a pessoa não se sinta solitária. “A questão da idade é importante, mas não podemos esperar que pessoas de 20, 30, 40 ou 50 anos pensem ou tenham as mesmas atitudes. Ser solteiro aos 30 é diferente de ser divorciado aos 50. As experiências são muito diferentes, principalmente se há ou não filhos nessa ‘história’, se a pessoa vivenciou ou não o sexo. Não creio que, por ter tido uma experiência sexual anterior, alguém não seja capaz de esperar para vivê-la novamente de maneira madura, adequada e santificada. Mas penso também que a questão da sexualidade ainda é tratada de maneira muito equivocada, repleta de tabus e preconceitos dentro de nossas igrejas”. A mestre em sexologia observa que os evangélicos devem buscar a sabedoria de Deus para lidar com a questão, deixando de lado a hipocrisia, o moralismo e o legalismo, sem ser vulgar. “O mundo trata as questões da sexualidade com vulgaridade; nós, geralmente, com ignorância e hipocrisia”.

O pastor Gilson Bifano, coordenador do ministério Oikos, direcionado à família, defende a posição da “felicidade single”. “Conheço muitas pessoas casadas e infelizes e muitos solteiros felizes. Para ser feliz não é preciso uma certidão de casamento”, confirma, citando que, assim como Jesus, Paulo também foi solteiro.

OS DIVORCIADOS E A FÉ

De acordo com uma pesquisa do Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris), o divorciado é o que mais muda de religião. Entre eles, 52% mudaram de fé. Entre os separados judicialmente, 35%. O motivo, segundo Fausto Brasil, se deve ao fato de a igreja manter posições distintas sobre divórcio e um novo casamento. “Muitos líderes e pastores entendem que a Bíblia orienta que o casamento só termina com a morte, e que nem em caso de adultério se deve considerar a possibilidade do divórcio”. Para Brasil, não se trata de mudar de religião. Esse percentual de divorciados continua evangélico, mas fez a opção de sair de sua denominação e migrar para outra mais tolerante. “Alguns até continuam evangélicos sem freqüentar alguma igreja, ou freqüentam uma igreja sem se tornarem membros dela”, analisa, demonstrando preocupação com esse público que, para ele, não deve ser discriminado ou sequer desconsiderado.

Outro dado apontado na pesquisa feita pelo Sepal e o Ministério Apoio é que 80% das igrejas não possuem um trabalho específico para este grupo. No levantamento, 58% dos entrevistados demonstrou desejo de investir na obra de Deus e apenas 36% deles tiveram apoio emocional adequado.

Após perder o marido e aprender a superar tantas dificuldades, Ana Lúcia Fernandes sentiu-se motivada a organizar o Ministério Só...Ria. O grupo estabelecido em Campinas (SP) reúne solteiros, viúvos e divorciados que estudam a Bíblia, compartilham suas expectativas e, é claro, dividem o sorriso. “Ainda existe preconceito em relação aos sós. Contra os solteiros porque pensam estar encalhados e contra os divorciados por pensarem ter feito algo errado”, fala Ana Lúcia durante os encontros que reúnem, em média, 30 pessoas.

A missionária Débora Machado, da Igreja Luz e Vida em Balneário Camboriú (SC), é líder do Ministério Recomeçar. Ela também defende mais investimento no trabalho direcionado aos singles e uma melhor qualificação da liderança. “A igreja abandonou um tesouro valioso”, opina. Citando Marta e Maria, que em sua visão eram jovens, solteiras, adultas e felizes, Débora diz que o grupo presta assistência nutricional, física, jurídica e até sexual. “É um verdadeiro SPA de Jesus”, brinca. Para ela, a pressão sobre pessoas acima de 30 anos, sejam solteiras ou divorciadas, tende a provocar conseqüências negativas como depressão, baixa estima e relacionamentos frustrados.

É possível ser feliz, reforça Rosimar Machado, mesmo quando se faz a escolha de ter uma vida celibatária. “Entretanto, estar sozinho nem sempre é uma escolha pessoal, mas uma circunstância, ou seja, quando é conseqüência de desencontros, a mulher ou o homem cristãos precisam ser ajudados, e não rotulados. Precisam ser recebidos, e não excluídos. Precisam ser amados, e não discriminados”. Para ela, as conversas abertas e de qualidade são bons remédios para isso. No mais, como diz a própria Bíblia: “É melhor serem dois do que um...”


QUEM SÃO OS EVANGÉLICOS SÓS DENTRO DAS IGREJAS:

  • 71% têm nível superior.
    73% freqüentam igrejas onde não existe ministério específico para Solteiros, Viúvos e Divorciados (SDV).
    74% não participam de nenhum ministério com SDV.
    36% não exercem nenhuma atividade na igreja.
    56% desejam servir a Deus na obra missionária.
    52% disseram que seus pais não tiveram uma boa relação afetiva.
    78% foram criados por pai e mãe juntos.
    23% sofreram abuso ou constrangimento na infância.
    6% sentem desejo por pessoas do mesmo sexo.
    47% têm filhos. Desses, 8% são solteiros.
    92% crêem que um casamento alteraria a solidão e a tristeza.
    84% gostariam de encontrar um companheiro para se casar.
    40% afirmam que o mais difícil na vida é a solidão. Para 13%, o mais difícil são as tentações sexuais.
    43% devem sua separação à infidelidade, sendo o índice um pouco maior entre os divorciados (46%) do que entre os separados (37%). A segunda causa seria a “incompatibilidade de gênios” (13% tanto para os divorciados quanto para os separados).
    Durante a separação, os entrevistados receberam apoio da família (35%). Apenas os divorciados, separados e viúvos foram considerados nesta pergunta. Apesar disso, observou-se um alto índice de abstenção.
    Na pergunta: “Você diria que sua separação teve como maior conseqüência na sua vida...” A resposta de maior incidência foi “crescimento espiritual”.
    73% dos entrevistados disseram que quem tem compromisso com a fé cristã encontra dificuldade para encontrar um cônjuge.

Matéria extraída da Revista Enfoque - 2006

sexta-feira, 2 de março de 2012

A DIFERENÇA ENTRE EFICIÊNCIA E EFICÁCIA

Em um mundo globalizado de competição acirrada, tornar-se mais produtivo é um tema corriqueiro nas organizações. E, ao falar em produtividade, inevitavelmente devemos levar em consideração os conceitos mais amplos de eficiência e eficácia.

Às vezes ocorre confusão no entendimento da diferença entre estes importantes conceitos, levando algumas pessoas a acreditar que se está falando da mesma coisa.

Assim, o propósito da coluna desta semana é explicar e diferenciar os conceitos de eficácia e eficiência.

Eficiência trata de como fazer, não do que fazer. Trata de fazer certo a coisa, e não fazer a coisa certa. Quando se fala em eficiência, está se falando em produtividade, em fazer mais com o mínimo de recursos possíveis.

Já a eficácia trata do que fazer, de fazer as coisas certas, da decisão de que caminho seguir. Eficácia está relacionada à escolha e, depois de escolhido o que fazer, fazer esta coisa de forma produtiva leva à eficiência. A eficácia é o grau em que os resultados de uma organização correspondem às necessidades e aos desejos do ambiente externo.

Tratando-se dos níveis de decisões da empresa, a eficácia está relacionada ao nível tático (gerencial, logo abaixo do estratégico), e a eficiência ao nível operacional (como realizar as operações com menos recursos - menos tempo, menor orçamento, menos pessoas, menos matéria-prima, etc.).

Para fins de analogia e exemplificação, podemos dizer que a eficiência é cavar, com perfeição técnica, um poço artesiano; eficácia é encontrar a água.

Trazendo um pouco o assunto de gestão de pessoas para o tópico, acredito que se deve ser eficaz com as pessoas. As pessoas exigem um tempo certo de relacionamento, conversa e interação. Não podemos tratar uma negociação complexa apenas cuspindo os tópicos da pauta em 15 minutos e esperando um retorno rápido.

Para finalizar, podemos citar Peter Drucker: "eficiência é fazer as coisas de maneira correta, eficácia são as coisas certas. O resultado depende de fazer certo as coisas certas".

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Momentos Significativos ou Minutos Maximizados

Por Jim Lange

Tempo! Você tem o bastante? Se você for igual ao resto do mundo sua resposta é, “Não!”. Entretanto, você pode estar errado. Todos nós temos tempo suficiente. Na verdade, todos têm a mesma quantidade de tempo todos os dias: 24 horas. Ninguém tem mais, ninguém tem menos. 

O problema é que nos habituamos a preencher o tempo com coisas que não têm importância como tarefas no trabalho, mídia social como Facebook e Twitter, transportando os filhos para inúmeros eventos e atividades fora da escola, ou assistindo televisão. Descobrimo-nos em constante movimento, desperdiçando preciosos minutos e horas. 

Temos permitido pouca margem de tempo em nossa vida e, assim, freneticamente tentamos espremer tudo dentro de nossa agenda. Infelizmente muitos, ao final do dia, deixam escapar o que realmente importa: relacionamentos.

Tenho três questões a serem ponderadas: 1) Como você gasta seu tempo? 2) Como isso está funcionando para você? 3) No final da sua vida você ficará satisfeito com a forma como gastou seu tempo?

Vi este assunto ser discutido recentemente, o que me levou a pensar na minha vida e em como tenho andado ocupado. Não penso que Deus quer me ver assim tão ocupado. Realmente creio que Ele quer que eu descanse ao longo do caminho e curta a jornada. Mas às vezes isso parece tão difícil...

Contudo, determinei que vou saltar fora dessa “roda de hamster”, me questionando o que realmente é importante. Eu tinha a tendência de fazer as coisas simplesmente por estar acostumado a agir assim. Sempre fui inclinado a realizar tarefas, o que por um lado tem sido útil em algumas áreas da minha vida. Mas isso feriu alguns de meus relacionamentos, na medida em que errei ao enfatizar tarefas à custa de pessoas com quem me preocupo genuinamente. 

Como resultado, iniciei o processo de avaliar tudo o que faço perguntando a mim mesmo o quanto cada oportunidade realmente é importante. Você estaria disposto a fazer o mesmo? Para muitos esse processo pode ser desconfortável e até assustador. Porém, a realidade é que, se continuarmos a fazer as coisas como sempre as fizemos, continuaremos a obter os mesmos resultados. E isso inclui a forma como usamos nosso tempo.

"Todos os nossos dias foram contados", afirma a Bíblia. Assim como não podemos acrescentar um só minuto às 24 horas do dia, também não podemos somar um dia sequer ao período de nossa vida. O tempo é a mercadoria mais preciosa que temos. Você gostaria de se juntar a mim na tentativa de fazer o máximo com os dias que nos restam, procurando criar momentos significativos, ao invés de maximizar os minutos?

Se nos concentrarmos em maximizar cada minuto, acabaremos tentando criar relacionamentos de micro-ondas. Acredite, isso não funciona, especialmente no longo prazo. Podemos ser eficientes nas coisas que fazemos, mas precisamos aprender a não ter pressa em nossos relacionamentos. É assim que são criados os momentos e eles nem sempre se adaptam a uma agenda conveniente. 

No livro de Salmos, encontramos este sábio conselho: “Faze com que saibamos como são poucos os dias da nossa vida, para que tenhamos um coração sábio” (Salmo 90.12).

Próxima semana tem mais!