segunda-feira, 7 de maio de 2012

Qual Sua Verdadeira Motivação?

Por Rick Boxx

O livro de Seth Godin, Linchpin, inclui um fascinante capítulo sobre generosidade, complementado por uma história bíblica. Este brilhante marqueteiro oferece uma perspectiva diferente sobre dar, estimulando os líderes a serem generosos, não com dinheiro, mas com seus talentos. 

Ele divide as pessoas em três categorias. A primeira consiste daqueles que desejam somente ser receptores. A terceira é composta por pessoas generosas, mas que deixam evidente que você lhes deve algo em troca. O terceiro grupo é generoso, simplesmente porque amam você e se preocupam com seus interesses. 

Enquanto pensava sobre as observações de Godin percebi como é fácil se enquadrar na segunda categoria. Podemos optar por doar nossos talentos e habilidades, mas lá no fundo ficamos imaginando, “O que eu ganho com isso?”

Por isso a Bíblia afirma repetidas vezes que Deus se preocupa tanto com “o quê” como com o “por quê” de nossas ações, inclusive nossos atos e gestos caritativos. Provérbios 16.2 ensina,“Você pode pensar que tudo o que faz é certo, mas o Senhor julga as suas intenções”. 

Outra passagem ressalta que embora possamos ser enganados pelo comportamento exterior, Deus reconhece o que se passa por dentro: “...Eu [Deus] não julgo como as pessoas julgam. Elas olham para a aparência, mas Eu vejo o coração” (I Samuel 16.7). 

Poucas pessoas alcançam o padrão estabelecido pelo empresário e inventor R. G. LeTourneau, verdadeiro coração doador. De 1920 a 1960 ele desenvolveu e vendeu maquinários para movimentação de terra. Ficou conhecido como “O Rei da Movimentação de Terra” e considerado o maior inventor da maquinaria pesada capaz de transformar a paisagem. Mesmo com suas realizações nos negócios, sua reputação de pessoa generosa era ainda maior. Usar seus talentos em auxílio de outras pessoas lhe dava muita alegria. 

Por anos LeTourneau praticou o que poderia ser chamado de “dízimo ao contrário”. Dizimava 90% de seus lucros e vivia com 10%, ao invés de doar 10% dos ganhos, o que muitos consideram ser o “dízimo bíblico”. Via alegremente milhões de dólares passarem de seus negócios para o trabalho beneficente, boa parte usada para fundar grandes ONGs mundiais para satisfazer necessidades físicas e espirituais. II Coríntios 8.7 ensina:  “Todavia, assim como vocês se destacam em tudo: na fé, na palavra, no conhecimento, na dedicação completa e no amor que vocês têm por nós, destaquem-se também neste privilégio de contribuir”. 

A despeito de suas realizações nos negócios, muitos podem não reconhecer o nome de LeTourneau.  Entretanto, embora tenha morrido em 1969, posso garantir que muitas pessoas continuam a ser beneficiadas por sua generosidade. Inúmeras organizações e instituições que ele ajudou a sustentar continuam a fazer um trabalho digno ainda hoje. Isto, e não a maquinaria por ele desenvolvida é o seu grande legado. 

Deixe-me fazer-lhe algumas perguntas importantes: (1) Você tem examinado sua motivação? (2) Mesmo sendo generoso com seus talentos e com seus recursos financeiros, você dá pelos motivos corretos? (3) Por que legado você será lembrado?

Próxima semana tem mais!


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Como Enfrentar Uma Crise

Por Rick Warren

Existe uma história engraçada sobre uma mulher que ganhou uma enorme fortuna na loteria.  Depois de receber a boa notícia, ela ligou para casa e falou com o seu namorado residente, dizendo-lhe:  “Acabei de ganhar na loteria! Pode começar a fazer as malas!”  Seu namorado respondeu:  “Isso é fantástico!  Devo fazer as malas com roupas para clima frio ou quente?”  Ela respondeu, sem nenhuma emoção:  “Tanto faz, contanto que você já esteja longe quando eu voltar para casa!” 

O homem entrou em crise!  E é assim que muitas crises acontecem – de forma totalmente inesperada, encontrando-nos completamente despreparados para lidar com elas.  Gostemos ou não, crises inesperadas fazem parte da vida.  Neste exato momento você se encontra em uma destas três fases:  Ou você acabou de sair de uma crise, ou a está vivendo agora ou ainda está indo de encontro a uma delas. 

Existe uma história fascinante sobre o naufrágio de um navio no Novo Testamento da Bíblia (Atos 27), da qual podemos extrair três percepções sobre a administração de crises e que podem ser aplicadas diretamente aos seus negócios: 

Determine a razão.  Pergunte a si mesmo:  “Qual é realmente a razão por trás da crise?”  A causa é geralmente mais profunda do que aquilo que surge na superfície.  No caso do naufrágio relatado pelo apóstolo Paulo no livro de Atos são citadas três razões:  (1) Eles deram ouvidos a conselhos ruins;  (2) eles seguiram a opinião popular, e (3) confiaram nas circunstâncias, e não no que sabiam ser a coisa certa a ser feita.  Se você está encontrando dificuldade para descobrir a razão de uma crise, tente orar a este respeito.   O rei Davi de Israel escreveu:  “Quando tentei entender tudo isso, achei muito difícil para mim, até que entrei no santuário de Deus...”  (Salmos 73: 16-17). 

Determine o resultado. Pergunte a si mesmo:  “O que posso aprender com isso?”  Toda crise é uma oportunidade para ampliar a minha perspectiva, aprimorar minhas habilidades e desenvolver o meu caráter.

Determine sua resposta.  Pergunte-se:  “Qual a melhor maneira de reagir a isto?”  A despeito do que você possa fazer, sua resposta deveria incluir três elementos:

1.    Confronte o problema.  Você raramente resolve um problema ignorando-o.  Provavelmente não será fácil, mas Deus estará presente se você pedir a Ele que lhe dê forças.

2.    Confesse sua parte (se for o caso).  Se você provocou essa crise que lhe sobreveio, admita-o e peça perdão.  Não apresente desculpas e não culpe os outros.  Aceitar a responsabilidade é a marca da genuína liderança e maturidade emocional.

3.    Reivindique a promessa. Você sabia que a Bíblia contém mais de 7.000 promessas de Deus para ajudá-lo?   Elas são como cheques em branco esperando para serem preenchidos.  O que você está esperando?  Se você não conhece a Bíblia muito bem,  peça a um amigo que a conheça para ajudá-lo a encontrar a promessa que se aplica à sua situação.

Deus faz uma de Suas promessas em Filipenses 4:6-7, onde Ele nos diz:  “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.  E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus”. 

Próxima semana tem mais!


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Iniciativa e Trabalho Duro

Por Jim Mathis

Se como se costuma dizer “a variedade é o tempero da vida”, posso descrever minha vida como bastante “temperada”. Um final de semana recente fornece bom exemplo disso: na tarde de sábado fotografei os membros de um escritório de advocacia; dali fui ao centro de convenções fotografar trabalhos que eu tinha ajudado a projetar; ao chegar em casa, reuni meus instrumentos e equipamentos e saí para tocar com minha banda, a Sky Blue, num conhecido café.

Na manhã seguinte minha igreja estava celebrando seu 50º aniversário. Cantei com o coral e tirei fotos. Depois compareci a uma apresentação de jazz promovida pela Heartland Steel Guitar Association, de que sou membro fundador e administrador. À tarde minha esposa e eu fomos a um concerto no Kauffman Center, onde trabalhamos como voluntários. 

Não faz muito tempo um amigo pediu meu conselho para encontrar um trabalho melhor. Francamente acho que não pude ajudá-lo muito porque nunca tive que procurar trabalho e não sei como fazê-lo. Sempre fiz o que gostava fazer, operando a partir do princípio de que se você é bom o bastante em alguma coisa, alguém vai pagar para que você faça isso. Caso contrário, você pode fazê-lo pelo simples prazer de curtir o que faz.

Atualmente vivo de fotografia. Da forma como vejo, se não estiver ganhando o suficiente, é porque minhas fotos não são suficientemente boas ou então, não as estou mostrando para muitas pessoas. Por isso gasto a maior parte do meu tempo aprendendo a ser um fotógrafo melhor e mostrando minhas fotos. 

Também ganho dinheiro como músico e vendendo os livros que escrevi. Em ambos os casos, para um desempenho melhor, preciso me aperfeiçoar, aprender a tocar melhor, escrever melhores canções e melhorar como escritor. 

Lucas 16.10-12 oferece um princípio básico para os negócios: “Quem é fiel nas coisas pequenas também será nas grandes; e quem é desonesto nas coisas pequenas também será nas grandes. Pois, se vocês não forem honestos com as riquezas deste mundo, quem vai pôr vocês para tomar conta das riquezas verdadeiras? E, se não forem honestos com o que é dos outros, quem lhes dará o que é de vocês?”  Em outras palavras, se você fizer o melhor com o que tem, terá a oportunidade de fazer mais. 

Experimentei uma vivência prática desse princípio há alguns anos. Queria um bom carro, mas não podia pagar por ele; por isso comprei o que cabia no meu orçamento. Em lugar de tratá-lo com descaso, cuidei dele como se fosse um ótimo carro. Eu o lavava e encerava todas as semanas. Comprei um livro sobre acessórios para carros e fiz o que pude para melhorar sua aparência. Certo dia um vendedor de carros me parou dizendo que me vira dirigindo o carro pela cidade e queria saber se estava à venda. Concordei em vendê-lo e, com o lucro que obtive, comprei o “bom carro” que sempre desejara. Tratar bem o meu velho carro valeu a pena e possibilitou a compra de um carro melhor. 

Esse princípio – ser fiel com o que você tem em mãos, para provar que é digno de que lhe confiem responsabilidade maior – se mostra verdadeiro em todas as áreas da vida. 

Meu conselho para o meu amigo que procurava emprego melhor foi bem simples: se eu quero um emprego melhor, devo fazer melhor o trabalho que tenho em mãos hoje. Isso é tudo o que sei. 

Próxima semana tem mais!