terça-feira, 8 de dezembro de 2015

É uma boa hora para ser grato?

“Muito obrigado!” Estas duas palavras carregam um significado tremendo e podem ser compreendidas de várias maneiras.  Elas podem expressar a sincera gratidão dedicada a um empregado por seu excelente trabalho em um projeto, a um colega de trabalho, a um cliente valioso por seus negócios ou a um fornecedor que supre uma necessidade urgente no momento oportuno. Também podem ser ditas de forma sarcástica, referindo-se ao trabalho de alguém, a comentários ou atitudes que não são de modo algum apreciados. 

Mas neste momento, quando o calendário anual se aproxima de seu encerramento e as pessoas em determinadas partes do mundo se prepararam para a celebração formal do Dia de Ação de Graças, parece ser um bom momento para refletir sobre as coisas pelas quais nos sentimos realmente gratos. Pelo que você diz “Muito obrigado!” de maneira positiva? 

A lista de possibilidades é interminável. No que diz respeito a trabalho, podemos estar agradecidos por um novo emprego, por uma promoção, aumento de salário, maiores responsabilidades e autoridade, melhoria nos negócios, ou o fortalecimento da marca da empresa e o impacto causado no seu ramo de atividade. Mas e se não conseguimos aquele emprego pelo qual esperávamos? Ou o aumento de salário tão necessário? E se sentimos que nós ou a nossa empresa estamos estagnados?  Podemos ser gratos por estas coisas?  

E quanto ao nível pessoal? Se progredimos financeiramente, conseguimos pagar as contas pondo à parte um pouco de dinheiro para poupança e investimentos, ou fomos capazes de fazer compras especiais de há muito planejadas, podemos nos sentir agradecidos. Mas e se tivermos sofrido com reveses financeiros e gastos inesperados? Ou tivemos que recorrer à nossa poupança seguidamente para fazer frente a compromissos urgentes? Talvez tenhamos mais uma vez que adiar uma compra tão sonhada... Como podemos estar agradecidos por isto?

As mesmas coisas poderiam ser ditas sobre os relacionamentos familiares, ou saúde, até mesmo lazer ou coisas que atraem o nosso interesse nas horas em que não estamos trabalhando. Quando as coisas estão indo bem, parece fácil se sentir e ser agradecido. Mas nem tanto durante os períodos de grandes lutas. Então, o que devemos fazer? A Bíblia apresenta sugestões:

Faça da gratidão uma prioridade. Ser grato não deveria ser um gesto emblemático ou fruto de uma reflexão tardia. Mesmo enquanto se procura construir um grande empreendimento, é importante fazer uma pausa e expressar gratidão.  “Quando os construtores lançaram os alicerces do templo do Senhor...Com louvor e ações de graças, cantaram responsivamente ao Senhor:  ‘Ele é bom; Seu amor a Israel dura para sempre. E todo o povo louvou ao Senhor em alta voz...”  (Esdras 3:10-11). 

Seja grato...apesar de. A percepção que temos de eventos e circunstâncias podem afetar nossos sentimentos, inclusive nossa gratidão. Contudo, somos instruídos a expressar gratidão em todas as situações.  Isto porque, em parte, podemos não reconhecer imediatamente o seu propósito ou entender o resultado final.  “Alegrem-se sempre. Orem continuamente. Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus.” (I Tessalonicences 5:16-18). 

Reconheça Aquele a quem devemos ser gratos. Quando as coisas vão bem, tendemos a parabenizarmos a nós mesmos pelo que conquistamos. A Bíblia, porém, nos lembra de que todas as coisas – habilidades, talentos e oportunidades – vêm de Deus e devemos expressar gratidão a Ele.  “Entrem por suas portas com ações de graças, e em seus átrios, com louvor; deem-Lhe graças e bendigam o Seu nome.”  (Salmos 100:4).

Por Robert Tamasy

Próxima semana tem mais!


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Escolha o Importante e Elimine o Resto

Por ter escolhido o ramo da fotografia profissional, há muitas coisas que aprecio nele. Entre elas, princípios que encontrei e que podem ser aplicados a outras áreas da vida, como por exemplo, o valor de reconhecer o que é importante.

Ainda jovem aprendi muito sobre fotografia apenas observando-as em revistas. Fui particularmente influenciado pela Vogue e outras revistas de moda que apresentavam um conteúdo visual marcante. Ao estudar suas fotos descobri que na criação de uma imagem com forte impacto visual e emocional, o mais importante é eliminar tudo o que não seja essencial para a foto. 

Em um fim de semana recente, enquanto estava sentado no meu estande de exposição num festival regional de arte, como não havia muito por fazer no momento, comecei a examinar minhas próprias fotos, tentando descobrir o que mais gostava nelas. Concluí que aprendi bem as lições das revistas de moda: não havia uma única coisa em qualquer uma das que eu estava expondo, que não fosse essencial para aquela foto. Um dos segredos da boa fotografia é eliminar tudo o que não seja essencial. 

Meu amigo Dan lembrou-me por e-mail que esta é uma grande metáfora para a vida. Na busca do sucesso, uma das chaves é determinar o que é importante e eliminar o resto. Pelo menos deveríamos nos esforçar por empurrar os elementos de menor importância para o cenário de fundo.

Fotógrafos têm vantagem por serem hábeis em nublar ou escurecer o pano de fundo, de modo a que ele não venha a competir com o tema da foto. Na vida cotidiana, contudo, isso requer muito esforço. A distinção entre o que é verdadeiramente importante e as coisas de menor relevância nem sempre é fácil de se estabelecer. Por isso, devemos tornar como prática, estabelecer e rever nossas prioridades e valores.

Por exemplo, há empresas que acham importante o serviço de atendimento ao cliente, raciocinando que uma maneira de ganhar negócios — e retê-los — é tratar os clientes melhor que os concorrentes, fazendo o que é certo, mesmo que isso custe a venda ou corte os lucros.

Se seu casamento e sua família são importantes, isso vai influenciar a forma como você realiza seu trabalho, o que você faz, quanto tempo você dedica a ele e que riscos você está disposto a correr para obter sucesso profissional. 

E se, como profissional ou homem de negócios, viver sua fé de modo coerente tem importância para você, isso influenciará suas decisões e ações. É o que diz Colossenses 3.23, e que define o que deve ser de maior importância para os seguidores de Jesus no ambiente de trabalho: “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo.”

Vamos para o trabalho para ganhar nosso sustento, para operar nosso negócio de acordo com padrões legais e éticos elevados e obtermos lucro, mas acima de tudo — a Bíblia nos ensina — estamos no mercado para servir e representar Deus.

E sobre a preocupação de ter nossas necessidades diárias satisfeitas, Jesus afirmou: “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas” (Mateus 6.33).

Por Jim Mathis - Próxima semana tem mais!


Ajudando Um ao Outro a Sobreviver Mais um Dia

Discursando na cerimônia de formatura da Universidade do Texas em 2014, o Almirante da Marinha, William H. McRaven, nono comandante do Comando de Operações Especiais dos Estados Unidos, falou sobre as lições cruciais que aprendeu durante o treinamento básico para ingressar na unidade SEALS da marinha. Uma lição particularmente poderosa causou-lhe forte impressão; foi quando ele juntamente com outro aspirante a SEAL enfrentaram 15 horas de “luta contra um frio congelante, contra a lama, o vento que rugia e a pressão dos instrutores para que desistissem”. 

Esse desafio quase que inimaginável encerrava o que era chamada de “semana no inferno”, depois de seis dias sem dormir, sob constante tormento físico e mental. Esse exercício do tipo “ou vai ou racha” foi realizado numa área chamada Mud Flats, situada entre San Diego, Califórnia, EUA, e Tijuana, México, um trecho de terreno pantanoso onde a lama engole qualquer um que entre ali.

Depois de oito horas nadando na lama gelada, alguns homens, tomados pelo desespero, estavam prontos para desistir, disse McRaven. Foi então que inesperadamente um homem corajoso começou a cantar.  Em breve, um por um, todos se juntaram na canção e “de algum modo, a lama parecia mais quente e o vento mais suave”, segundo o Almirante. Como resultado, os aspirantes a SEAL sobreviveram àquela noite. 

A música estava fora de tom, mas era entusiástica, ele disse.  Ela proporcionou esperança, um elemento necessário para se sobreviver a qualquer prova severa. “Se tenho aprendido algo em minhas viagens pelo mundo, é o poder da esperança”, afirmou  McRaven. “O poder de uma pessoa – Washington, Lincoln, Mandela, e até mesmo da jovem paquistanesa Malaia – uma pessoa pode mudar o mundo oferecendo esperança às pessoas.”

Poucos de nós no ambiente profissional do século XXI experimentarão a intensidade da sobrevivência no treinamento de forças militares especiais, mas às vezes, suportar o estresse de um dia de trabalho parece ser mais exigente do que poderíamos imaginar.  Em momentos assim nós precisamos desesperadamente uns dos outros, cantando ou não. 

A Bíblia reconhece que o dia a dia – no trabalho e no lar – pode nos levar ao limite físico e emocional.  Ela oferece princípios para sobrevivermos às exigências que parecem estar além da nossa capacidade de enfrentar: 

Sermos suporte um para o outro.  Quando trabalhamos juntos em equipe, comprometidos com as mesmas metas e objetivos, podemos proporcionar fortalecimento e estímulo uns para os outros quando necessário.  “Exortamos vocês, irmãos, a que advirtam os ociosos, confortem os desanimados, auxiliem os fracos, sejam pacientes para com todos.”  (I Tessalonicenses 5:14). 

Podemos ajudar suprindo-nos um ao outro com motivação e inspiração. As emoções sobem e descem nos momentos difíceis. Os membros fortes de uma equipe bem ajustada podem dar suporte aos que se sentem fracos.  “Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois Aquele que prometeu é fiel.  E consideremos uns aos outros para nos incentivarmos ao amor e às boa obras."  (Hebreus 10:23-24). 

Podemos nos manter mutuamente focados no mesmo objetivo.  Quando a esperança enfraquece, ajuda nos lembrarmos da recompensa que nos espera.  “Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes, e que nada os abale.  Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não será inútil.”  (I Coríntios 15:58).

Por Rick Boxx - Próxima semana tem mais!


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

O MEDO CAUSADO PELA INTELIGÊNCIA

Quando Winston Churchill, ainda jovem, acabou de pronunciar seu discurso de estréia na Câmara dos Comuns, foi perguntar a um velho parlamentar, amigo de seu pai, o que tinha achado do seu primeiro desempenho naquela assembléia de vedetes políticas.
O velho pôs a mão no ombro de Churchill e disse, em tom paternal:
Meu jovem, você cometeu um grande erro.
Foi muito brilhante neste seu primeiro discurso na Casa.
Isso é imperdoável!

Devia ter começado um pouco mais na sombra.
Devia ter gaguejado um pouco.

Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado, no mínimo, uns trinta inimigos.

O “talento assusta”.
Ali estava uma das melhores lições de abismo que um velho sábio pôde dar ao pupilo que se iniciava numa carreira difícil.
Isso, na Inglaterra.
Imaginem aqui, no Brasil.

Não é demais lembrar a famosa trova de Ruy Barbosa:
Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que, às vezes, fico pensando que a burrice é uma Ciência”.

A maior parte das pessoas encasteladas em posições políticas é medíocre e tem um indisfarçável medo da inteligência.
Temos de admitir que, de um modo geral, os medíocres são mais obstinados na conquista de posições.
Sabem ocupar os espaços vazios deixados pelos talentosos displicentes que não revelam o apetite do poder.
Mas, é preciso considerar que esses medíocres ladinos oportunistas e ambiciosos, têm o hábito de salvaguardar suas posições conquistadas com verdadeiras muralhas de granito por onde talentosos não conseguem passar.
Em todas as áreas encontramos dessas fortalezas estabelecidas, as panelinhas do arrivismo, inexpugnáveis às legiões dos lúcidos.

Dentro desse raciocínio, que poderia ser uma extensão do “Elogio da Loucura”, de Erasmo de Roterdan, somos forçados a admitir que uma pessoa precise fingir de burra se quiser vencer na vida.
É pecado fazer sombra a alguém até numa conversa social.
Assim como um grupo de senhoras burguesas bem casadas boicota, automaticamente, a entrada de uma jovem mulher bonita no seu círculo de convivência, por medo de perder seus maridos, também os encastelados medíocres se fecham como ostras, à simples aparição de um talentoso jovem que os possa ameaçar.

Eles conhecem bem suas limitações, sabem como lhes custa desempenhar tarefas que os mais dotados realizam com uma perna nas costas…


Enfim, na medida em que admiram a facilidade com que os mais lúcidos resolvem problemas, os medíocres os repudiam para se defender.

É um paradoxo angustiante!

Infelizmente, temos de viver segundo essas regras absurdas que transformam a inteligência numa espécie de desvantagem perante a vida.
Como é sábio o velho conselho de Nelson Rodrigues…
Finge-te de idiota, e terás o céu e a terra“.

O problema é que os inteligentes gostam de brilhar!
Que Deus os proteja, então, dos medíocres!…