domingo, 16 de outubro de 2011

O Importante é Como Fazemos

Por Jim Lange

Você já teve um emprego que achava estar aquém das suas habilidades ou que você odiava?   Todos nós já tivemos um emprego assim, certo?  O que você faz a respeito disso?

Se você for igual a mim, em situações assim sentiu-se tentado a deixar  “o barco correr”, não empregando o melhor dos seus esforços.  Parece fácil adotar a atitude do tipo “Eu não mereço ter que fazer isto!”  ou  “Eu detesto este trabalho!”  Quando acreditamos que estamos sendo tratados injustamente, é fácil justificarmos porque estamos fazendo menos do que o melhor que sabemos.   Entretanto, se cair neste engano, você estará apenas ferindo a si mesmo.

Temos a tendência de tornar “o que fazemos”, “onde fazemos” e “o que recebemos” os fatores mais importantes do nosso trabalho.  Essa linha de pensamento, contudo, na melhor das hipóteses é equivocada e certamente não honra a Deus.  O que fazemos no trabalho, onde o fazemos e quanto ganhamos não são nem de longe tão importantes quanto COMO o fazemos.

A maioria de nós deseja se envolver em algo significativo.  A boa nova é que a significância do nosso trabalho não tem nada a ver com nossos títulos ou com o que fazemos.  Significância tem tudo a ver com a condição do nosso coração.  Isto porque nosso coração – nossas motivações interiores – é que determinam como realizamos nosso trabalho. 

Contratei muitas pessoas ao longo dos anos e, admito, fiz um trabalho deficiente em muitas ocasiões.  Eu tinha a tendência de encarar as pessoas muito positivamente quando as entrevistava, achando que eram exatamente o que procurávamos.  Sabendo o que sei hoje, eu faria perguntas diferentes aos candidatos a um emprego durante uma entrevista.   Eu tentaria determinar qual seria sua atitude se lhes pedissem que realizassem tarefas comuns ou mesmo humilhantes, como limpar banheiros ou varrer o chão da empresa.  A resposta a essas perguntas poderia revelar muito sobre o quanto eles se encaixariam em nossa equipe. 

Um dos meus personagens preferidos do Antigo Testamento da Bíblia é um homem que entendeu isso.  José (sua história começa em Gênesis 37) teve um caminho difícil a maior parte de sua vida.  Começou quando ele foi vendido como escravo por seus irmãos. Como escravo, ele desempenhou suas funções de forma admirável e acabou sendo elevado a uma posição de grande responsabilidade até ser falsamente acusado e aprisionado.  Na prisão, ele novamente fez o melhor em suas circunstâncias e foi alçado ao cargo de administrador até ser libertado.

Depois de solto, José ganhou outra promoção, desta vez tornando-se o segundo no governo de todo o Egito, reportando-se somente a Faraó.   Em cada uma dessas ocasiões, José não teria sido promovido se não tivesse trabalhado com todo seu coração “como se trabalhasse para o Senhor”, como instrui Colossenses 3:23 a todo aquele que crê e segue a Deus. 

Portanto, se você se acha numa posição que não aprecia ou sente indigna de suas qualificações, reconheça que Deus está olhando o seu coração.  Ele precisa que você seja fiel nas pequenas coisas, antes que possa levá-lo a lidar com maiores responsabilidades. 

Considere o que Jesus disse a Seus seguidores sobre a importância de serem bons mordomos, não apenas de bens materiais, mas também do trabalho e das oportunidades que Ele nos dá:  “O senhor respondeu: Muito bem, servo bom e fiel!  Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre o muito.  Venha e participe da alegria do seu senhor!”  (Mateus 25:21). 

Próxima semana tem mais!


Postar um comentário