quinta-feira, 28 de julho de 2016

Descobrindo Nosso Destino

Todos temos ambições e aspirações. Há os que lutam para alcançar altas posições executivas ou conquistar grandes responsabilidades administrativas. Outros preferem abordagem empresarial, esperando um dia gerir seu próprio negócio. Ainda para outros as metas assumem forma tangível - bens ou compensações materiais.  


“Tudo para deixá-lo feliz”, dizem alguns, pois tendemos a definir  felicidade em termos do que desejamos. Por isso intrigou-me a afirmação de Albert Schweitzer, médico e filósofo franco-germânico: “Não sei qual será seu destino, mas uma coisa sei: os únicos a ser em realmente felizes serão aqueles que buscarem e descobrirem como servir.”
Quantos sinceramente moldam suas ambições em torno do serviço prestado aos outros? Podemos pensar em notáveis exceções como Madre Teresa e o próprio Schweitzer, que construiu um hospital e estabeleceu uma clínica médica na África Central no início do século XX. Mas neste século XXI, a noção de encontrar felicidade servindo a outras pessoas geralmente parece contrária ao nosso modo de pensar, especialmente no meio  profissional e empresarial, onde passamos a maior parte do nosso tempo. 
De início somos tentados a descartar a ideia de alcançar felicidade servindo aos outros taxando-a de idealismo tolo. Porém, quantas vezes nossa própria vida não foi enriquecida pelo altruísmo de outras pessoas: um professor que nos ofereceu tempo e atenção especiais; um colega que voluntariamente se ofereceu para nos prestar assistência; um chefe que investiu tempo e energia para nos orientar, tornando-nos mais hábeis e produtivos e, por conseguinte, mais valiosos para a empresa.
Jesus frequentemente falou sobre servir aos outros. A “Regra de Ouro” deriva desse princípio: “Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles” (Lucas 6.31). Mais tarde Ele renovou a advertência do Velho Testamento ao dizer a um líder religioso:“Ame cada um ao seu próximo como a si mesmo” (Levítico 19.18; Lucas 10.27).  
Apreciamos ser tratados com justiça e consideração. Devemos apresentar a mesma atitude, tratando os outros da mesma maneira. Em muitos casos, entretanto, isso não acontece naturalmente. É preciso intenção e comprometimento para concentrar o foco nos interesses do outro. Uma empresa para a qual trabalhei, cumpre isso através de sua  declaração de valores: “Buscamos o que há de melhor nos outros e vemos cada pessoa como um ser único. Em todos os nossos procedimentos trataremos o outro com cortesia, respeito, consideração e aceitação.”  Vejamos alguns princípios bíblicos sobre o assunto: 
. Colocando os outros em primeiro lugar. “Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros” (Filipenses 2.3-4).
. Imitando o caráter de Cristo. “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus... esvaziou-Se a Si mesmo, vindo a ser servo” (Filipenses 2.5-7).
. Servindo no poder de Deus. “...Fomos libertados da Lei, para que sirvamos conforme o novo modo do Espírito” (Romanos 7.6). 
Por Robert J. Tamasy
Próxima semana tem mais!









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