sexta-feira, 12 de junho de 2015

Fracassos Sem Amargura

Quando funciona bem, a sociedade nos negócios é produtiva, eficiente e agradável. Quando, porém, fracassa, uma ou mais partes envolvidas sofre grande estresse mental e emocional. Como qualquer outro fracasso no âmbito profissional pode ter efeito devastador. 

Exemplo disso foi meu amigo Don. A relação com o sócio que já fora próspera e positiva, começou a deteriorar-se por causa de diferenças de valores e princípios sobre como conduzir o trato diário com clientes e fornecedores e a sociedade chegou ao fim de forma lastimável. Don teve grandes perdas financeiras.

Além do desapontamento pela perda de um relacionamento que fora tão promissor, o impacto financeiro intensificou o sentimento de fracasso e frustração. A reação comum e compreensível é o sentimento de amargura e traição. Entretanto, Don escolheu adotar uma ação evasiva imediata. 

Em vez de permitir que uma “raiz de amargura” destruísse o que restara de relacionamento com o ex-sócio, ele decidiu se empenhar por uma solução pacífica. Ele não tomou essa decisão apenas por causa do ex-sócio, mas em seu próprio benefício. Ele admitiu para mim: “Quando me sinto ofendido, sou levado a me fechar para outras pessoas. Não quero que esta situação arruíne outros relacionamentos.”

A Bíblia fala desta realidade em Hebreus 12.14-15: “Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor. Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus; que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando muitos”. 

Amargura é destrutiva e age do mesmo modo que o câncer no corpo humano. Se a deixarmos crescer sem controle, destruirá a nós mesmos e a todos que cruzarem nosso caminho. É preciso lidar com ela da mesma maneira como extirpamos um tumor canceroso, removendo-o antes que possa causar danos irreparáveis. 

Jesus ensinou como devemos reagir quando tratados injustamente: “Vocês ouviram o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente’. Mas Eu lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra. E se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa” (Mateus 5.38-40). 

Podemos argumentar: Sim, mas depois de tudo o que fizeram comigo, não posso deixar de reagir de alguma maneira. Jesus ensinou que este “de alguma maneira”, não deve ser punir ou buscar vingança, mas perdoar, mesmo quando o perdão não é merecido ou pedido. Perdoar e seguir em frente resulta mais em nosso próprio benefício do que em benefício daqueles que nos causaram danos.

Sem dúvida que negócios que acabam mal podem causam amargura. Mas pela graça de Deus, e em nossa busca pela paz, a amargura não deve progredir. 

Por Rick Boxx

Próxima semana tem mais!


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