quarta-feira, 28 de novembro de 2012

PACIÊNCIA NAS PROVAÇÕES

Por trinta anos, Rosa Parks se arrepiou com as desigualdades ao seu redor. Por ser negra, ela tinha de viajar no fundo do ônibus. De volta para casa do trabalho em 1955, em Montgomery, Alabama, Rosa entrou no ônibus e sentou-se num lugar vago. Ela estava exausta. Seu pescoço, ombros e costas doíam depois de costurar o dia inteiro. Algumas pessoas brancas subiram para o ônibus depois de Rosa, e todos acharam lugares, exceto um homem branco. O motorista do ônibus pediu que alguém desse lugar ao homem branco. Todos olharam para Rosa, que se recusou a ceder seu lugar. Por causa disso, foi presa por dois policiais. A prisão de Rosa agitou a comunidade negra. As pessoas estavam indignadas por forçarem uma mulher negra a ceder seu lugar num ônibus para um homem branco só por causa da cor de sua pele. As pessoas se reuniram numa igreja para organizar um boicote aos ônibus, o qual marcou a história e trouxe Martin Luther King ao cenário nacional. Os 381 dias de boicote exigiram muita paciência e perseverança, enquanto os organizadores arranjavam transporte de carros para os trabalhadores que dependiam de transporte coletivo. O boicote obteve êxito quando os ônibus de Montgomery terminaram com a segregação racial em 1956. Os negros não precisariam mais ceder o seu lugar aos brancos. Por causa da paciência e luta de Rosa Parks e dos líderes do movimento, os negros americanos conquistaram seus direitos civis mais tarde.

Uma dotação generosa de paciência é essencial a todos nós. Crisóstomo chamava a paciência de rainha das virtudes. Paciência, como vimos na história de Rosa Parks, não significa, de modo algum, sentar-se de braços cruzados para simplesmente aguentar coisas más. Significa, sim, resistência vitoriosa, constância máscula sob provação. É a habilidade corajosa e triunfante para suportar males, a qual capacita a pessoa a ultrapassar o ponto de quebra, sem quebrar, a saudar o imprevisto com alegria e boa vontade. Paciência não significa aquiescência passiva, nem submissão à derrota. Quando lidamos com situações difíceis e, aparentemente, insolúveis, precisamos da paciência vinda de Deus para não desmoronar.

O povo hebreu no deserto, sob a liderança de Moisés, não foi paciente. Deus mandava o maná, que dava para moer, fazer farinha e bolos. Mas o povo não estava contente com a provisão que Deus estava mandando. Eles queriam as carnes, os pepinos, melões, alhos e cebolas do Egito. Começaram a chorar como crianças. Tal atitude do povo levou Moisés ao desespero. “- Onde é que ele iria conseguir carne para todo aquele povo?!” Moisés chegou a pedir a Deus que lhe tirasse a vida, caso não resolvesse aquela situação calamitosa. Deus, então, mandou um vento que trouxe codornas do mar, e elas caíram em volta do acampamento. O povo comeu carne, até que esta lhes saísse pelo nariz. Muitos morreram em razão de uma praga provocada pela ingestão daquele alimento. Deus tinha prometido uma terra maravilhosa, porém eles não tiveram paciência, quando enfrentaram problemas. Por isso perderam a bênção. (Números 11:1-35) O Salmo 40:1 diz: “Esperei com paciência no Senhor, e Ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro”.

(Por Sueli Barão Rocha de Souza, evangélica, professora e minha cunhada…)

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