segunda-feira, 1 de abril de 2013

Sobre Tolos e Tolices

Quando foi a última vez que você fez algo tolo no trabalho? Todos nós “escorregamos” e nos comportamos tolamente em um momento ou outro – talvez mais de uma vez. Mas deixe-me fazer uma pergunta diferente: Você já trabalhou com alguém a quem considerava ser tolo e não sujeito a cometer um ato ou tomar uma decisão tola ocasionalmente? 

É interessante que muitas culturas reconhecem formalmente os tolos e suas tolices. O dia 1º de abril em muitas nações é conhecido como, “Dia dos Tolos”. Em outras é o "Dia da Mentira". Para alguns é desculpa para uma travessura inofensiva, pregar uma peça ou fazer alguém de tolo, tentando convencê-lo de algo absurdo.

Existem várias teorias sobre o surgimento do “Dia dos Tolos”, incluindo o clássico da literatura de Chaucer, de 1392, "Contos de Canterbury" ou "Contos da Cantuária". Outras comemorações na Europa e Oriente Médio podem ser rastreadas até o Século VI. Porém, uma coisa é certa: tolos e tolices existem desde o início dos tempos. 

Um ditado diz: “Tolo e seu dinheiro cedo se separam”. Outro afirma: “Tolos se apressam por andar em caminhos que até os anjos temem trilhar”. Muitos são culpados por relacionamentos ruins, investimentos questionáveis e tomar decisões deficientes que nos deixam a imaginar: “Onde eu estava com a cabeça?”

Mas existe diferença entre tolice ocasional e o hábito de agir tolamente, profissional ou pessoalmente. Não é de surpreender, portanto, que a Bíblia fale a respeito da tolice e dos tolos, grande parte aplicável ao ambiente de trabalho atual. Vejamos uma amostra do livro de Provérbios: 

O alto custo da tolice. Podemos trabalhar durante anos para construir algo digno como um negócio, uma carreira, casamento ou família, e vê-lo destruído por um único ato de irresponsabilidade. “A mulher sábia constrói o seu lar, mas a que não tem juízo o destrói com as próprias mãos” (Provérbios 14.1).

O hábito tolo de agir. Uma pessoa sábia se recusa a tomar decisões apressadas, avalia alternativas e pesa consequências. Mas o tolo age por impulso sem se preocupar com os resultados. “A sabedoria do homem prudente é discernir o seu caminho, mas a insensatez dos tolos é enganosa” (Provérbios 14.8).

A imprevidência da tolice. A sabedoria prepara as pessoas para que estejam focadas em objetivos que valham a pena, mas as pessoas tolas são facilmente desviadas e perdem de vista seus objetivos. “O tolo se diverte com as suas tolices, mas o sábio faz o que é certo” (Provérbios 15.21). 

O discurso estouvado do tolo. A sabedoria leva a pessoa a dizer o que é apropriado e o que não dizer. O tolo é rápido para falar sem considerar o alcance de suas palavras. “As palavras do tolo provocam briga, e a sua conversa atrai açoites. A conversa do tolo é a sua desgraça, e seus lábios são uma armadilha para a sua alma” (Provérbios 18.6-7. 

A gestão irresponsável do tolo. A pessoa sábia se esforça para utilizar de modo apropriado e cuidadoso seus recursos, mas o tolo é desperdiçador e raramente planeja para necessidades futuras. “Na casa do sábio há comida e azeite armazenados, mas o tolo devora tudo o que pode” (Provérbios 21.20).

Próxima semana tem mais!

Por Robert J. Tamasy


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