sexta-feira, 12 de julho de 2013

NÃO NEGOCIE O INEGOCIÁVEL!

“Algum tempo depois houve um incidente envolvendo uma vinha que pertencia a Nabote, de Jezreel. A vinha ficava em Jezreel, ao lado do palácio de Acabe, rei de Samaria. Acabe tinha dito a Nabote: “Dê-me a sua vinha para eu usar como horta, já que fica ao lado do meu palácio. Em troca eu lhe darei uma vinha melhor ou, se preferir, eu lhe pagarei, seja qual for o seu valor”.  Nabote, contudo, respondeu: “O Senhor me livre de dar a ti a herança dos meus pais!”  Então Acabe foi para casa aborrecido e indignado porque Nabote, de Jezreel, lhe dissera: “Não te darei a herança dos meus pais”. Deitou-se na cama, virou o rosto para a parede e recusou-se a comer. Sua mulher Jezabel entrou e lhe perguntou: “Por que você está tão aborrecido? Por que não come?” Ele respondeu-lhe: “Porque eu disse a Nabote, de Jezreel: Venda-me a sua vinha; ou, se preferir, eu lhe darei outra vinha em lugar dessa. Mas ele disse: “Não te darei minha vinha””. Disse-lhe Jezabel, sua mulher: “É assim que você age como rei de Israel? Levante-se e coma! Anime-se. Conseguirei para você a vinha de Nabote, de Jezreel”. Então ela escreveu cartas em nome de Acabe, pôs nelas o selo do rei, e as enviou às autoridades e aos nobres da cidade de Nabote. Naquelas cartas ela escreveu: Decretem um dia de jejum e ponham Nabote sentado num lugar de destaque entre o povo. E mandem dois homens vadios sentar-se em frente dele e façam com que testemunhem que ele amaldiçoou tanto a Deus quanto ao rei. Levem-no para fora e apedrejem-no até a morte. As autoridades e os nobres da cidade de Nabote fizeram conforme Jezabel os orientara nas cartas que lhes tinha escrito. Decretaram jejum e fizeram Nabote sentar-se num local destacado no meio do povo. Então dois homens vadios vieram e se sentaram em frente dele e o acusaram diante do povo, dizendo: “Nabote amaldiçoou tanto a Deus quanto ao rei”. Por isso o levaram para fora da cidade e o apedrejaram até a morte. Então mandaram informar a Jezabel: “Nabote foi apedrejado e está morto”. Assim que Jezabel soube que Nabote tinha sido apedrejado até a morte, disse a Acabe: “Levante-se e tome posse da vinha que Nabote, de Jezreel, recusou-se a vender-lhe. Ele não está mais vivo; está morto!” Quando Acabe ouviu que Nabote estava morto, levantou-se e foi tomar posse da vinha. - I Rs 21.1-16

Neste texto, vemos três personagens: Nabote, Acabe e Jezabel, cada um deles com uma representação espiritual – Nabote, o crente, servo fiel que cuida daquilo que Deus lhe dá. Acabe, o desviado, que um dia fez a vontade do Senhor, mas hoje, resolveu andar nos seus próprios caminhos. E Jezabel, a mulher ímpia e sem escrúpulos, sem qualquer temor ao Senhor. E um dia, Acabe resolve dar vazão aquilo que era a sua vaidade, os seus desejos. O rei de Israel que dispunha de tudo, resolveu então comprar a vinha do seu vizinho, Nabote. Vale lembrar que aquilo que era a “vinha” de Nabote, era mais do que um simples pedaço de terra. As terras eram tidas por herança e a Lei Mosaica determinava que a terra devesse permanecer para sempre na mesma família. Entretanto, a vaidade e o egoísmo de Acabe suplantam a lei e ele resolve levar a termo o seu desejo – possuir a herança do seu vizinho, para cultivar ali uma horta. Na Bíblia, vemos que o desejo do coração humano é motivo de queda. Sansão deseja uma mulher do meio do povo filisteu (Jz 14.1), Davi deseja a Bate Seba (2 Sm 11.4). Essa é a voz do Inferno – colocar o nosso desejo contra nós – um alerta feito por Deus a Caim em Gn 4.7, para que ele aprendesse a dominar-se.

Vinha x Horta

Curioso era o fim que Acabe querida dar à vinha de Nabote. Transformá-la em uma horta. E aí se revela o desejo do mal. Satanás não apenas quer tocar na nossa herança, naquilo que Deus nos Deus. O Inferno quer banalizar aquilo que nos é importante, botando preço naquilo que não é vendável, levando-nos a negociar o inegociável. A vinha é perene, a horta é passageira! A horta depende do cuidado humano,de quem a regue, a vinha, não! A vinha é forte, subsiste no deserto, a horta definha em meio às intempéries. O Diabo quer destruir os bons valores por situações efêmeras! O casamento, por uma aventura sexual. O ministério que abençoa, por sentimentos da carne.

Acabe aumenta então a proposta, pois estava determinado a ter a vinha. O Inferno não desiste facilmente! “Dar-te-ei por ela outra melhor; ou se for do teu agrado, dar-te-ei em dinheiro o que ela vale”... Duas mentiras do Inferno neste texto: Dar-te ei outra melhor – quem pode te dar algo melhor que o que Deus já te deu? Dar-te-ei em dinheiro o que ela vale – o que Deus te deu não tem preço, não pode ser vendável. O mundo diz que todo homem tem seu preço. Um servo de Deus não tem mais, pois o Senhor Jesus já o comprou! Acabou o preço, a pechincha! Nós já fomos comprados!

E quando Acabe não consegue o seu intento, ele se prostra e fica “dodói”, cheio de autocomiseração. Nesse momento, Jezabel entra em cena. Na nossa omissão, o Inferno se manifesta. E ela vem com todo o seu cenário – mentiras, falsidade, blasfêmia. Jezabel não poupa recursos para cumprir seu inescrupuloso desejo: Levar a termo o desejo que surgira no coração do marido Acabe – tirar de Nabote, aquilo que Deus lhe dera.

Nabote é morto, a vinha vai parar nas mãos de Acabe. Parece que por um tempo o Inferno venceu, mas Deus é justo juiz e vem a sentença sobre Acabe e sua casa – II Rs 21.17-28. Na nossa postura Deus opera!

Cuide bem daquilo que Deus colocou em tuas mãos, daquilo que Deus te deu como herança. Cuide bem da tua vinha. Tua vinha é o teu ministério, teu chamado. Tua vinha é a tua família, teus filhos, teu casamento. Tua vinha é teu caráter, tua santidade. Coisas que Deus nos deu e que não tem preço, que são inegociáveis. Jesus é a nossa vinha. Ele venceu o Inimigo no deserto e reinará eternamente. Por causa dEle, podemos ter certeza da nossa vitória!

Não abra mão da tua vinha, pois ela é preciosa!

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